"Deixei a mão da poesia rabiscar um poema..."
Teresa Cristina
O mar e a lira
O corpo e a rima
O rio e os segredos
A onda e os medos
De toda a constelação.
Nem apetece compreensão.
Foi sempre mar, manhã, mensagem, mistério, momento,
Noite, leve, pele, pensamento, vento, movimento.
Tão negro, tão branco, tão belo, madrugada,
Ida e vinda, onda levada.
Só não foi pôr-do-sol
Faz-se, agora,
Sem brilho, sem brisa,
Despedida.
Até
Outro entardecer de primavera!
Belo e triste.
ResponderExcluirBonito!!
ResponderExcluirMas me responde uma pergunta: quem é esse tal de anônimo?! rsrs
como se a vida fosse sempre esse balançar da mar..Lindo, gostei mesmo..já o roubei pra reler vez enquanto...
ResponderExcluirAdel
TAISA
ResponderExcluirGostei da Sonoridade, tem ritmo, é musical... Muito suave nas imagens... Poesia com gosto de Tais... Explico: começa com duas frentes "mar" e a "lira", segue ritmada, dividida, dual, até encontrar uma síntese, profunda, caudalosa, reflexiva, dai, suaviza e amacia a lira novamente, como se a vida fosse sempre esse balançar da mar..Lindo, gostei mesmo..já o roubei pra reler vez enquanto...
Adel