domingo, 25 de julho de 2010

Deixe lá

"Deixei a mão da poesia rabiscar um poema..."
Teresa Cristina


O mar e a lira
O corpo e a rima
O rio e os segredos
A onda e os medos
De toda a constelação.
Nem apetece compreensão.
Foi sempre mar, manhã, mensagem, mistério, momento,
Noite, leve, pele, pensamento, vento, movimento.
Tão negro, tão branco, tão belo, madrugada,
Ida e vinda, onda levada.

Só não foi pôr-do-sol

Faz-se, agora,
Sem brilho, sem brisa,
Despedida.

Até
Outro entardecer de primavera!

4 comentários:

  1. Bonito!!
    Mas me responde uma pergunta: quem é esse tal de anônimo?! rsrs

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  2. como se a vida fosse sempre esse balançar da mar..Lindo, gostei mesmo..já o roubei pra reler vez enquanto...

    Adel

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  3. TAISA
    Gostei da Sonoridade, tem ritmo, é musical... Muito suave nas imagens... Poesia com gosto de Tais... Explico: começa com duas frentes "mar" e a "lira", segue ritmada, dividida, dual, até encontrar uma síntese, profunda, caudalosa, reflexiva, dai, suaviza e amacia a lira novamente, como se a vida fosse sempre esse balançar da mar..Lindo, gostei mesmo..já o roubei pra reler vez enquanto...

    Adel

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