Rilke
Quando estou diante do mar paraliso. Com dificuldade escrevo ou leio. A força do mar é soberana, faz ensimesmar. Faz tomar consciência do ser no Universo, e ao mesmo tempo faz tomar consciência da imensidão voraz do mar. Sentimos e nos interiorizamos no centro de um equilíbrio, somos um ser total dentro de nós, mas somos muito pequenos diante da força da natureza. E ela é linda, incrível, fascinante, a natureza. Perfeita, poderosa, entidade. Vida. Ela é viva, daí que sentimos nosso pulsar no pulsar dela. A nossa respiração na intensidade do vento, nossa pele no roçar de uma árvore, nossos pensamentos contornando estrelas, o pulsar do coração no movimento das ondas. Sentimos o folêgo da nossa vida com sabor de maresia. A natureza torna-se o símbolo da nossa própria consciência de existência.
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