terça-feira, 7 de outubro de 2014

Escrevo e ponto

Escrevo. E pronto.

Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.

Tem que ter por quê?
(Paulo Leminski)

Escrever é para qualquer um:

É para qualquer um, uma, dois, duas...
Àqueles que sentem deixar-se escorrer pelas letras
E permitem que a incompletude desenhe-se em  palavras:

Bailando sentidos e sentimentos (in)coerentes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário